domingo, 27 de outubro de 2013

CONHECER AS HIPÓTESES DE ESCRITA DOS ALUNOS

AVALIAÇÃO PROCESSUAL – UTILIZANDO A SONDAGEM

A sondagem é um dos recursos de que você dispõe para conhecer as hipóteses que os alunos ainda não alfabetizados possuem sobre a escrita alfabética e o sistema de escrita de uma forma geral. Ela também representa um momento no qual os alunos têm a oportunidade de refletir sobre aquilo que escrevem, com sua ajuda.
A realização periódica de sondagens é também um instrumento para seu planejamento, pois permite que você avalie e acompanhe os avanços da turma com relação à aquisição da base alfabética, além de lhe fornecer informações preciosas para o planejamento das atividades de leitura e de escrita, assim como para a definição das parcerias de trabalho entre os alunos (agrupamentos) e para que você faça boas intervenções no grupo.

Mas o que é uma sondagem? É uma atividade de escrita que envolve, num primeiro momento, a produção espontânea pelos alunos de uma lista de palavras sem apoio de outras fontes escritas. Ela pode ou não envolver a escrita de frases simples. É uma situação de escrita que deve, necessariamente, ser seguida da leitura pelo aluno daquilo que ele escreveu. Por meio da leitura, você poderá observar se o aluno estabelece ou não relações entre aquilo que ele escreveu e aquilo que ele lê em voz alta, ou seja, entre a fala e a escrita.
Nesta proposta, sugerimos que sejam realizadas sondagens avaliativas logo no início do ano, em fevereiro, em abril e no final de junho. Assim, ao longo do primeiro semestre letivo, será possível analisar o processo de alfabetização dos alunos em três momentos diferentes. Entretanto, para fazer uma avaliação mais global das aprendizagens da turma, é interessante recorrer a outros instrumentos – inclusive a observação diária dos alunos –, pois a atividade de sondagem representa uma espécie de retrato do processo do aluno naquele momento. E como esse processo é dinâmico e na maioria das vezes evolui muito rapidamente, pode acontecer de, apenas alguns dias depois da sondagem, os alunos terem avançado ainda mais.
Feitas essas observações iniciais, compartilhamos os critérios de definição das palavras que farão parte das atividades de sondagem deste semestre.
São eles:
 - As palavras devem fazer parte do vocabulário cotidiano dos alunos, mesmo que eles ainda não tenham tido a oportunidade de refletir sobre a representação escrita dessas palavras. Mas não devem ser palavras cuja escrita tenham memorizado.

- A lista deve contemplar palavras que variam na quantidade de letras,
abrangendo palavras monossílabas, dissílabas etc.

- O ditado deve ser iniciado pela palavra polissílaba, depois pela trissílaba, pela dissílaba e, por último, pela monossílaba. Esse cuidado deve ser tomado porque, no caso de as crianças escreverem segundo a hipótese do número mínimo de letras, poderão recusar-se a escrever se tiverem de começar pelo monossílabo.

- Evite palavras que repitam as vogais, pois isso também pode fazer com que as crianças entrem em conflito – por causa da hipótese da variedade – e também se recusem a escrever.

- Após o ditado da lista, dite uma frase que envolva pelo menos uma das palavras da lista, para poder observar se os alunos voltam a escrever essa palavra de forma semelhante, ou seja, se a escrita dessa palavra permanece estável mesmo no contexto de uma frase.

- Por isso, sugerimos que seja organizada uma lista de alimentos que se compram na padaria:

MORTADELA
PRESUNTO
QUEIJO
PÃO
O MENINO COMEU QUEIJO

Dicas para o encaminhamento da sondagem


- As sondagens deverão ser feitas no início das aulas (em fevereiro), início de abril, final de junho, ao final de setembro e ao final de novembro.

- Ofereça papel sem pauta para as crianças, pois assim será possível observar o alinhamento e a direção da escrita dos alunos.

- Se possível, faça a sondagem com poucos alunos por vez, deixando o restante da turma envolvido com outras atividades que não solicitem tanto sua presença (a cópia de uma cantiga, a produção de um desenho etc.). Se necessário, peça ajuda ao diretor ou a outra pessoa que possa lhe dar esse suporte.                                                              


- Dite normalmente as palavras e a frase, sem silabar.

- Observe as reações dos alunos enquanto escrevem. Anote aquilo que eles falarem em voz alta, sobretudo o que eles pronunciarem de forma espontânea (não obrigue ninguém a falar nada).

- Quando terminarem peça para lerem aquilo que escreveram. Anote em uma folha à parte como eles fazem essa leitura, se apontam com o dedo cada uma das letras ou não, se associam aquilo que falam à escrita etc.

- Faça um registro da relação entre a leitura e a escrita. Por exemplo, o aluno escreveu k B O e associou cada uma das sílabas dessa palavra a uma das letras que escreveu. Registre:

k          B      T

(PRE)  (SUN) (TO)

-              Pode acontecer que, para PRESUNTO, outro aluno registre BNTAGYTIOAMU (ou seja, utilize muitas e variadas letras, sem que seu critério de escolha dessas letras tenha alguma relação com a palavra falada). Nesse caso, se ele ler sem se deter em cada uma das letras, anote o sentido que ele usou nessa leitura. Por exemplo:

BNTAGYTIOAMU

Se algum aluno se recusar a escrever, ofereça-lhe letras móveis e proceda da mesma maneira.


Fonte:

SÃO PAULO. Secretaria da Educação. Ler e escrever: guia de planejamento e orientações didáticas; professor alfabetizador – 2º ano/ SEE/FDE: adaptação do material original, Claudia Arantagy, Rosalinda Soares Ribeiro de Vasconcelos.- 6. Ed. São Paulo: FDE, 2012.

EJA



Segundo Schon (1992, p. 34) o conhecimento não se aplica à ação, mas está encarnado nela; é por isso que é um conhecimento na ação. O conhecimento é uma relação que se estabelece entre a prática e a teoria, num modo de ver e interpretar o modo de agir no mundo.
A reflexão sobre a prática constitui o questionamento da prática, levando a intervenções e mudanças. A capacidade de questionamento e auto-questionamento é pressuposto para a reflexão, um constante e amplo processo de procura entre o que se pensa e o que se faz.

A prática pedagógica desenvolvida sob uma perspectiva reflexiva não é uma prática que se realiza apenas circunscrita ao contexto no qual ocorre; está dimensionada num contexto social maior, que representa também diferentes interesses e valores que a condicionam.
CONSIDERAÇÕES 

Pode-se concluir que a EJA vem evoluindo significativamente nos últimos anos, considerando-se que o número de alunos atendidos vem aumentando. Todavia, ainda são necessárias Políticas Públicas especificas que atendam essa modalidade de ensino, propiciando uma educação de qualidade para jovens, adultos e idosos que não tiveram acesso de freqüentar a escola no período regular.

Também, faz-se necessário uma política nos âmbitos Federal, Estadual e Municipal, que viabilize recursos para que seja realizado um trabalho de melhor qualidade. O estudo, a pesquisa e a produção de material didático-pedagógico são importantes para a realização desse trabalho.
Superar todo esse contexto no qual se construiu a Educação de Jovens e Adultos que se apresenta hoje não é fácil. É preciso, antes de tudo, entender a escolarização desses alunos como de fundamental importância, pois eles são os pais, as mães, os trabalhadores, aqueles que constroem, com seu trabalho, os meios necessários à sobrevivência e que na história deixam a sua contribuição.
A superação do quadro crônico de analfabetos ou semi-analfabetos em nosso país está a exigir o repensar desta importante questão recorrente no processo de nosso desenvolvimento histórico, sendo necessário promover debates acadêmicos, elaboração de pesquisas e propostas que visem superar a situação de extrema desigualdade social e educacional vigentes no contexto brasileiro.

Percebe-se, portanto, que a Educação de Jovens e Adultos, apresenta-se como questão ampla e complexa, que não será resolvida apenas em nível de decisões governamentais, mas, exige o engajamento de todas as pessoas que acreditam no potencial humanizador e transformador da educação, oportunizando a inserção crítica e participativa de seus usuários nos destinos da sociedade.



REFERÊNCIAS:   BRASIL. Constituição. Constituição Federal do Brasil. Brasília, 1998.
. LDBEN. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei 9394/96. Brasília: MEC, 1996.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013



"Sempre vejo o aprendizadode forma alegre.
Tenho receio daqueles que deforma saudosista,
insistem em uma educação sem sorrisos e sem sentidos"



Ponto de vista ;Professora Rosane A Ribeiro





A função do coordenador pedagógico dentro da escola nem sempre é bem delimitada. Muitos acham que o cargo do coordenador é auxiliar do diretor nas questões burocráticas. Outros acreditam que cabe a ele resolver os problemas disciplinares dos alunos. E seu papel muitas vezes é ocupado por outras funções. Porém, a tarefa do coordenador é fazer com que os professores se aprimorem na prática de sala de aula para que os alunos aprendam sempre. Para isso, ele só tem um caminho: realizar a formação continuada dos docentes da escola.

Há quem acredite que ensinar é uma vocação e, por isso, o “dom” nasceria com a pessoa. Outros afirmam que ele aprende por tentativa e erro, acumulando experiências de sala de aula. E ainda existem os que defendem que o domínio do "como ensinar" vem da mera reprodução de roteiros prontos de aulas e de atividades. A necessidade de haver formação continuada só surge quando o professor é visto como um profissional que deve sempre aperfeiçoar sua prática ao fazer um trabalho de reflexão sobre ela e tem contato com o conhecimento didático. É aí que surge o papel de formador do coordenador pedagógico, que se torna imprescindível para orientar esse processo. Para bem cumprir a função, ele deve estar sempre atualizado (o que significa estudar muito) com as didáticas específicas – compostas dos saberes sobre os conteúdos, da forma de ensinar cada um deles e da maneira como as crianças aprendem.

Agora os desvios de tais atribuições acontecem por vários fatores não só desconhecimento mas a precariedade de muitas escolas a falta de estrutura cabe ate de forma consciente desviando o verdadeiro papel do Professor Coordenador.
Não posso deixar de mencionar que na rede estadual esse cargo de PCP foi criado em 1996 o que antes era privilegio das então escolas padrão passou a ser estendidas as demais inicialmente exigia-se uma prova de seleção onde os professores interessados deveriam comprovar mais de dois anos de exercício na rede.Detalhe apresentar proposta aos seus pares direção enfim um processo muito democrático no papel nao na pratica efetiva aparentemente mas com alguns mecanismos digo muitos que não so desviava a função em questão como abria uma brecha enorme para a perda do profissionalismo.
Isso foi em toda rede estadual eu tive o privilegio que muitas colegas sei que não tiveram mas sou consciente so os tive porque fui atrás porque consegui uma gestora comprometida.
Eu atribuo depois de muito tempo na coordenação tanto do ensino fundamental como ensino médio que na verdade o que contribui pra o desvio da verdadeira fuinçao do Professor |Coordenador são as mudanças no âmbito político social ficamos a mercê de um desrespeito que se da com algumas denominações como:
Mudança secretaria , designação sessada , gestores designados sem o menor preparo enfim uma processo muito mais político que profissional.



Acredito que a questao nao e ensinar nossso alunos a pescar ...
nosso papel vai alem temos que proporcionar a fome o desejo  depois o pescar e apenas mais uma estrategia entre tantas outras que ira alimenta-lo.
Temos que deixar nossso alunos famintos pelo conhecimento pela busca .

Um bom problema é aquele que alimenta no aluno a sede em buscar soluções estrategias..
O bom problemas conduz a novas aprendizagem reforçando as de forma significativa.
A situação-problema deve ser apresentada como um desafio que os alunos precisam construir solução, o que, consequentemente, resulta na aprendizagem e nesse processo essencial que o professor conduza como motivador proporcione estratégias e tenha claro objetivos propostos bem como os alcançados.Levar o aluno a descobrir novos caminhos para aprendizagem estimular a curiosidade o interesse.
Afinal o aluno pensa produtivamente quando é estimulado e desafiado, sendo para isso
necessário envolvê-lo em situações- problema.
Com isso ele irá raciocinar logicamente para indicar soluções que possam resolver os problemas. bem como aplica-las em outras atividades.
O ser humano, em sua vida, quase sempre se depara com situações novas em que deve agir com criatividade, independência e espírito explorador. É possível com estratégias claras propostas ´ pela situações-problema desenvolver no aluno desde cedo este tipo de iniciativa. estimulando Interesse , desafio que irão garantir uma aprendizagem significativa inclusive dentro de uma esfera interdisciplinar.

Reflexao e ponto de vista:




    O que foi o período preparatório para a alfabetização, também chamado de \"prontidão\", aqui no Brasil?
    Particularmente vejo que esse período preparatório nos dias atuais como uma oportunidade uma forma de garantir a alfabetização e o letramento a todos promovendo a inclusão social, afetiva e cognitiva coisas que nem sempre foram vistas dessa maneira uma vez que por muito tempo essa chamada prontidão período preparatório não era de acesso a todos e sim a uma pequena camada privilegiava .

    2-Em sua opinião, as habilidades exigidas dos alunos eram importantes?
    Em nosso país, a história da alfabetização tem sua face mais visível na história dos métodos de alfabetização, em torno dos quais, especialmente desde o final do século XIX, vêm-se gerando tensas disputas relacionadas com \"antigas\" e \"novas\" explicações para um mesmo problema: a dificuldade de nossas crianças em aprender a ler e a escrever, especialmente na escola pública o que hoje já aponta grandes avanços justamente por perceber a necessidade da prontidão associada a um contexto social.

    3- Comente duas importantes mudanças ocorridas na alfabetização entre 1970 até os dias atuais. As habilidades sempre foram importantes no meu ver agora como foram trabalhadas que é a questão porque uma camada menor não teve acesso ao desenvolver dessas habilidades logo no inicio do processo da aprendizagem iriam ser de grandes facilitadoras .Hoje percebo que exigi-las de forma criativa ampla sem necessidade de telas como rótulos módulos e sim um projeto interdisciplinar so implica no sucesso da alfabetização bem como a continuidade que seria o letramento.
    Respeitar as diferenças e fazer delas um ponte para novas aprendizagem pra mim resume todos outros fatores que poderiam ser citados aqui.
    4 - Por que, ao longo da história, sentiu-se a necessidade de aumentar o tempo das crianças na escola? Em sua opinião, qual a relação entre o tempo de permanência na escola e a aprendizagem?
    É preciso conhecer aquilo que constitui e já constituiu os modos de pensar, sentir, querer e agir de gerações de professores alfabetizadores (mas não apenas), especialmente para compreendermos o que desse passado insiste em permanecer. Pois é justamente nas permanências, especialmente as silenciadas ou silenciosas, mas operantes, e nos retornos ruidosos e salvacionistas, mas simplistas e apenas travestidos de novo, que se encontram as maiores resistências.
    Alem da questão social aumentar a tempo da criança na escola é oferecer justamente condições iguais aos de uma camada sócia privilegiada. É evidente que a maior aprendizagem não depende do aumento do tempo de permanência na escola, mas sim, do emprego mais eficaz do tempo;E garantir ao aluno acesso a situações que muitas vezes na família não e possível ( questão social, e emocional)
    5 -Será que a escola tem conseguido receber as crianças de seis anos de idade, no Ensino Fundamental, de acordo com o que a Lei acordo com as orientações lidas acima? Quais as dificuldades encontradas que poderiam justificar o descumprimento da Lei nº 10.172/2001?
    O essencial é a organização da escola que inclui essas crianças no Ensino Fundamental essa organização acredito que estamos caminhando cada escola uma realidade mas caminhamos. Conscientes que as crianças precisam se sentir e acolhidas num ambiente prazeroso e propício à aprendizagem. Assegurar que a transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental ocorra da forma mais natural possível, não provocando nas crianças rupturas e impactos negativos no seu processo de escolarização não e uma garantia mas uma conquista que no meu ver exige comprometimento de todos os envolvidos eu diria que
    todas as dificuldades no descumprimento da lei podem ser resumidas justamente na falta de comprometimento de conhecimento a lei em si não proporciona as mudanças não conduz as conquistas se de fato não for aplicada com comprometimento com uma visão de afetiva e profissional .

    segunda-feira, 3 de junho de 2013

    Ponto de vista

    • Como podemos definir o processo de aprendizagem do deficiente visual e as principais dificuldades encontradas no processo de escolarização, tanto por parte do professor como do deficiente visual. 
      As respostas são paralelas alunos e professores encontram dificuldades semelhantes ou que giram no mesmo foco.

    • As dificuldades devem ser verbalizadas planejadas porque não existe o impossível tudo é possível desde que se acredite .
      Já ouvi e garanto a aprendizagem plena acontece quando acreditamos que nada e impossível que o impossível e apenas uma opinião não um fato.

      As alterações que se iniciam a partir de restrição de oportunidades na família e na comunidade gerando dificuldades no processo da aprendizagem.
      A sugestão é de promover, desde o início da infância, o desenvolvimento da criança. Uma vez que os pais e demais membros da comunidade raramente conhecem os recursos próprios para a atenção a crianças com necessidades especiais, faz-se necessário um programa sistemático de orientação e atendimento, por equipe interdisciplinar. Mais do que apresentar recursos, o grande papel dessa equipe será resgatar a crença nas possibilidades de desenvolvimento da criança. 
      Essa tarefa se aplica não só aos alunos mais ao preparo dos futuros professores. As dificuldades se estendem ou se complicam a partir de interações insatisfatórias na escola: trata-se de reorganizar o sistema educacional de modo a implantar, gradualmente, a verdadeira inclusão (Lipsky e Gartner, 1999), que deve ser encarada como uma meta para uma educação verdadeiramente democrática, e não, simplesmente, como a abolição de classes e escolas especiais. 
      Entre os pontos que chamam a atenção, incluem-se: 
      - A necessidade premente de formação de pessoal e de provimento de recursos, de forma a sensibilizar e capacitar professores da sala regular e de equipar salas de recursos com recursos humanos e materiais. 
      - A necessidade de formação dos professores, de forma a serem capazes de lidar com a diversidade na sala de aula. Temos observado que os professores, muitas vezes, prendem-se a estratégias de ensino, e consideram incapazes os alunos que não têm condições de atender às exigências de determinadas tarefas. Entre os exemplos que temos presenciado, houve o de uma professora que considerou um obstáculo o fato de seu aluno de cinco anos não ter a habilidade de cortar com tesoura. 

    • Aqui, parece-nos que há uma grande confusão entre os grandes objetivos do ensino inicial (pré-escola e Ensino Fundamental) e as estratégias habitualmente utilizadas para cumpri-los. Em geral, a queixa refere-se a desempenhos específicos. Cabe, então, reformular a estratégia, mantido o objetivo.
      Esse exercício de flexibilidade deveria ser parte integrante da formação do professor. Essa é uma questão relevante, quando se discute a capacitação de recursos humanos e a alocação de recursos materiais para a Educação Especial, visando a promoção da inclusão. 
      A outra questão, paralela a esta, é a famosa questão do respeito ao ritmo da criança. De um lado, corre-se o risco de deixar de oferecer tudo o que a criança tem condições de aprender, por uma falsa interpretação do respeito a seu ritmo de aprendizagem bem como suas limitações aquelas que muitas vezes nem temos conhecimento suficiente.
      A escola deve fazer intervenções e oferecer desafios adequados ao aluno com deficiência,e quando em refiro a deficiência digo todos os tipos não só a visual. Mas todas mesmo; Cabe a nos, a todos os envolvidos no processo de ensino e aprendizagem além de valorizar as habilidades, trabalhar as potencialidade intelectuais , reduzir as limitações provocadas pela deficiência, apoiar a inserção familiar, escolar e social, bem como prepará-lo para uma adequada formação profissional, almejando seu desenvolvimento integral.
      Sendo assim, não será suficiente potencializar informações e discursos, enquanto as práticas profissionais e as políticas públicas continuarem alheias às considerações éticas, de justiça e de eqüidade. 
      A verdadeira inclusão deverá ter como alicerce um processo de construção de mentalidades e práticas, proveniente de uma reflexão plural sobre o que é a escola, seus problemas e a maneira de solucioná-los.
      Dessa forma, estaremos atingindo os princípios reais da educação, que constitui-se em um processo abrangente, que ultrapassa a escolarização e que tem, por objetivo final, preparar a pessoa para a vida na família, na escola, no trabalho, no mundo. E talvez, apoiados neste referencial, poderemos atingir a globalidade da organização escolar. Professores, gestores e funcionários precisam compreender que todo aluno pode, a seu modo e respeitando seu tempo, beneficiar-se do convívio escolar, desde que tenha oportunidades adequadas para desenvolver suas potencialidades

       Nao sei se compreendi bem seus objetivos mas ..arrisco a dizer as principais dificuldades nao estao todas em torno da ignorancia que ainda vivemos do despreparo da sociedade?

    • Professora Rosane A.Ribeiro
    • ( eterna  apaixonada pela vida )
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